sábado, 20 de junho de 2009

Tecnologia

Quando consideramos a relevância de nossas estruturas sociais e ideologias na sociedade, muito frequentemente vemos governos, políticos e corporações como guias organizacionais e instituições catalisadoras responsáveis pela qualidade de nossas vidas. Isso, claro, é verdade… mas somente até certo ponto. Conforme o tempo passa, os seres humanos se tornam mais e mais conscientes da natureza, seus processos, e assim se tornam capazes de derivar inferência sobre como imitar a natureza em toda a sua glória criativa.

O resultado tem sido tecnologia, que é o que separa nós humanos, das outras espécies tanto quanto funcionalidade. Nós temos a habilidade de criar de inúmeras maneiras. Se não queremos limpar esgotos, podemos criar uma máquina para fazer isso para nós.

No começo da Era Industrial, a grande maioria das pessoas trabalhou em fábricas. Hoje, a automação compreende 90% de quase todas as fábricas. Isso tem substituído humanos e criado uma grande e artificial industria de “serviços”, para manter os indivíduos empregados para ganhar dinheiro.

Esse padrão é muito revelador. Isso implica que a automação está constantemente desafiando a regra geral da escravatura humana. Isso não significa que os humanos não vão ter “nada para fazer” conforme o tempo avança. Muito pelo contrário… isso implica na libertação da humanidade de trabalhos desinteressantes, assim as pessoas terão tempo para prosseguir com aquilo que elas escolherem. Em contrapartida, é importante lembrar que a sociedade hoje assume uma postura muito negativa em relação à humanidade, retendo a crença de que se um ser humano não é “necessário” para fazer alguma coisa, ele deve somente se sentar, ser preguiçoso e não fazer nada. Essa é uma propaganda absurda.

A noção de “lazer” é uma invenção monetária, criada por causa da base opressiva e fascista da instituição de empregos por si só. Preguiça é, na verdade, uma forma de rejeição do sistema. É uma qualidade que só existe por causa da opressão e necessidade de servitude.

Em uma sociedade de verdade, não haveria essa separação entre “trabalho” e “laser” para que humanos possam seguir os propósitos que eles acharem interessantes. Colocando de outra maneira, considere a curiosidade e o interesse de uma criança. Ela nunca soube o que é dinheiro... Eles precisam ser motivados pelo dinheiro para sair e explorar ou criar? Não. Eles têm interesses pessoais e os perseguem sem nenhuma recompensa. Na verdade, os grandes contribuidores da nossa sociedade, tal como Einstein, Newton ou Galileu fizeram o que fizeram sem nenhuma recompensa em dinheiro. Eles fizeram porque quiseram. O ato de fazer e contribuir eram sua recompensa.

O ponto aqui é que dinheiro não é um incentivo verdadeiro para nada, e pensar o contrário é assumir que os humanos são inerentemente preguiçosos e corruptos. Preguiça e corrupção são produtos da condição que nosso sistema social criou.

Agora, voltando à tecnologia, notamos que a nossa qualidade de vida, tanto quanto funcionalidade, tem sido bastante aumentada pelos benefícios das ferramentas tecnologicas que criamos. De um cortador de grama a um marca-passo, a tecnologia salva vidas e diminui a quantidade de tempo que precisamos gastar em atividades mundanas, difíceis ou perigosas. Na verdade, se analisarmos bem, começa a ficar claro que o desenvolvimento tecnológico é a instituição mais importante que nós temos e a busca da sociedade por tecnologias úteis (não armas) deve ser a prioridade mais alta da cultura.

Ao mesmo tempo, o desenvolvimento tecnológico é desafiado por uma linha de pensamento particular, ou processo… isso pode ser chamado de “Método Cientifico”. Carl Sagan disse uma vez algo parecido com “A sociedade se aproveita dos dons da ciência, mas rejeita seus métodos”.

Isso é uma grande verdade da era moderna, na qual o publico não consegue entender que ciência não é somente uma ferramenta… ela tem uma funcionalidade universal que pode ser aplicada à sociedade de maneiras que muitos nem fazem idéia.

Parece óbvio que a Tecnologia melhora as nossas vidas e nos serve como a grande libertadora da vida humana no reino material… então por que seus métodos não são aplicados à sociedade como um todo?

Obviamente, o método científico é usado constantemente para sistemas isolados, mas nunca foi realmente considerado de maneira mais ampla. Isto se deve em grande parte às velhas superstições, que lutam contra a lógica da ciência em favor de uma visão de mundo dogmática, atrasada e muito romantizada.

Se nós tivéssemos a opção de reconstruir a sociedade do zero, como nós faríamos isso para ser o mais eficiente, sustentável e humano possível? Essa é a nossa perspectiva. Obviamente, não podemos construir uma sociedade do zero, mas o ponto está claro. É o momento de pararmos de pensar sobre as limitações e preocupações monetárias, e começar a pensar sobre a possibilidade que temos aqui na Terra de uma maneira geral.

Este é o interesse que criou o conceito de uma “economia baseada em recursos”. Nós sobrevivemos, preservamos e maximizamos o uso dos recursos do planeta em conjunção com informações livres e desenvolvimento tecnológico.

Nessa visão, pouco é deixado para interpretações subjetivas, porque é uma estratégia derivada cientificamente para construção social em si. A partir daí, os parâmetros científicos trabalham eles mesmos o tanto quanto seja possível.

“Se todos dermos as mãos, quem sacara as armas?”

Ao som de:”Redemption Song – Bob Marley”
Ton Gadioli

terça-feira, 5 de maio de 2009

Comportamento humano


Sociologia é frequentemente definida como “O estudo da sociedade; interação social humana”.
Este campo considera estruturas sociais, tanto Cognitiva quanto Material. Um exemplo de uma Estrutura Social Cognitiva é a instituição da religião atualmente estabelecida e como sua operação afeta a sensibilização coletiva. Por exemplo, Cristãos Pró-vida compartilham uma posição de que a “vida” humana é um elemento separado da natureza e que matar um feto é errado.

Coincidentemente, o sistema monetário baseado em competição tem defensores semeando idéias como a de que competição é o estado social mais produtivo que os humanos podem desenvolver.

Estuturas Sociais Materiais, por outro lado, são muito obvias e elas existem em forma de corporações e governos, cada um tendo uma grande influência na sociedade. Claro, todas as Estruturas Sociais Materiais se espalha pelo reino Cognitivo, pois eles sempre têm uma ideologia por trás deles.



Agora, um problema sociológico comum tem a ver com a “Natureza Humana” e seu efeito em um senso coletivo. Por exemplo, a maioria das pessoas tem sido ensinada que os seres humanos são naturalmente competitivos entre si, juntamente com a hipótese de que a estratificação social ou hierarquia também é uma "tendência humana natural".
Isto é uma falácia.

Se você olhar para, digamos, um grupo de leões, você vai ver uma hierarquia social e uma violenta competição por comida na maioria dos casos. Essa comparação é o que leva as pessoas a pensarem que isto também é uma ocorrência natural na sociedade humana (guerra, ganância, ego, etc.). O que é ignorado, no entanto, são as condições ambientais presentes em cada caso. O grupo de leões existe em um mundo de Escassez. Eles não possuem a habilidade para criar armadilhas para comida, nem a comida é acessível em uma base “sobre demanda”. Eles têm que caçar e lutar uns com os outros. Isto cria uma competição naturalmente, pela sobrevivência, os leões PRECISAM ser agressivos uns com os outros. Por sua vez, hierarquia é desenvolvida para o mais forte desses leões ganhar mais, e por sua vez exercer sua dominância de uma forma estratificada.

Da mesma forma, na nossa atual sociedade humana, está acontecendo exatamente a mesma coisa. Os seres humanos têm vivido no mesmo tipo de escassez desde a aurora da existência. No entanto, à medida que o tempo passa, estamos nos tornando mais e mais "civilizados", devido à nossa capacidade de Criar. Ao contrário dos Leões, os seres humanos são capazes de criar ferramentas e pôr em marcha processos que libertam o ser humano de uma determinada tarefa ou problema, reduzindo a escassez.

Em face desta "visão" nós então vemos que, em um nível fundamental, se a escassez puder ser erradicada, o comportamento humano sofrerá uma mudança radical, se afastando da concorrência, dominação e estratificação.



Do mesmo modo, ideologias ultrapassadas que não resistem ao teste do tempo, tais como religiões teístas, compondo este mito de que os seres humanos e a sociedade são construídas de uma certa maneira. Por exemplo, a ideologia Católica afirma que os seres humanos "nascem com pecado."

Isso é um absurdo, obsoleto e baseado em um entendimento do comportamento humano primitivo.
Não há diferença entre o bebê Gandhi ou o bebê Hitler... é o ambiente que molda a pessoa e, consequentemente, a sociedade (e vice-versa).


Portanto, a verdadeira mudança Sociológica virá ao se remover as condições que fazem com que o padrão de comportamento aberrante polua as nossas sociedades. Prisão, Polícia e as Leis são meros retalhos e, na verdade, tendem a piorar as coisas ao longo do tempo.


Em última análise, é necessário um redesenho da nossa cultura para mudar o comportamento humano para melhor.

“O descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação.”

Ao som de:”Final dos Tempos – Speed Freak”
Ton Gadioli

sábado, 4 de abril de 2009

Mãe


Mãe, foi principalmente a você que coube a minha educação, sobretudo no capitulo modos a mesa, arrumação do quarto, etc. A senhora não foi preguiçosa, teria sido mais fácil fazer do que ensinar. Mas a senhora teve coragem, me ensinou, e começou cedo para que os bons hábitos se tornassem uma segunda natureza e não um procedimento para se ter só na frente das visitas. A senhora foi rigorosa. Eu te odiei às vezes. A senhora quis me esganar freqüentemente. Faz parte entre as pessoas que se amam. E por diversas vezes chegaram à senhora dizendo o quanto o seu filho é educado, prestativo, gentil, querido. A senhora sempre “desmaiava” de surpresa e felicidade.


Nunca me esqueço da historia daquela sua amiga que se dirigiu a uma especialista de boas maneiras para saber com que idade deveria colocar seu filho no curso. Ao saber que o futuro aluno estava com três meses de idade, ela respondeu: “mas talvez já seja muito tarde”. Hahahahaha


A senhora nunca morreu de vergonha nas vezes que dei um vexame na frente de suas amigas. Nunca valorizou meus erros nem nunca me deu bronca em publico. E principalmente, nunca me tratou como se eu fosse um débil mental. Sempre me ensinou a usar bom vocabulário.


O palavrão. É dito por todos. Até em televisão, escrito nos jornais, etc. Pretender que eu não repetisse seria puro delírio, mas me ensinou a moderar. E a regra de ouro foi: “palavrão na linguagem corriqueira é uma coisa, mas não pode ser usado jamais na hora da raiva, da briga”.


A senhora ensinou, me obrigou a cuidar da bagunça que fazia. “O copo de Coca-Cola? De volta pra cozinha; A revistinha que acabou de ler? Para o quarto; Os milhares de papeizinhos de Bis? Amassar e jogar no lixo”. A lista não tinha fim porque a minha imaginação para instalar o caos onde quer que esteja também era infinita.


Alguns mandamentos:

- Não sair pra se servir correndo na frente dos outros.

- Não deixar cair um grão sequer na mesa.

- Não encher demais o prato. Há fome no mundo, etc, etc... Se encher que coma tudo.

- A partir dos cinco anos, não cortar a carne toda de uma vez. Cinco? Talvez eu tenho exagerado. Sete.

- Não misturar carne com peixe, macarrão com farofa, etc. isso é cultura.

- Pedir licença pra se levantar quando a refeição terminar.

- Não bater a porta do quarto com estrondo nem quando brigar com o irmão.

- Só gritar se for por mordida de cobra.

- Ficar mudo, estático dentro do elevador.

- Não chamar a amiga da mãe de tia. Alias não chamar ninguém de tia a não ser as tias de verdade. E só pra deixar bem claro: tia Maria, tia Cléia, nunca tia só.


Bons tempos eram aqueles. Sem preocupações, apenas correria, brincadeiras. Eu passava no espaço de quinze centímetros que existe entre o sofá e a mesa, brincava de pique numa sala de dois por três.

Colocam a cadeira na frente da televisão, me pendurava nos lustres, pintava as paredes da sala, o teto e etc, etc e tudo aos gritos.

Eu penso que esta talvez seja a fase de maior energia do ser humano.

Ah, é a idade das guerras de travesseiros, das almofadas que voam pela janela.


Era ótimo!!!! Mas as crianças crescem, e eu cresci. E logo passei a trazer a namorada pra dormir em casa. Dinheiro para o Motel só se a senhora ou meu pai desse. Então o que fazer?

Claro, a senhora compreendia a situação, mas francamente, voce ficava meio sem jeito em ter que cruzar no corredor com a gatona despenteada de camiseta e escova de dente na mão perguntando: "Tia, dá pra me emprestar uma escova de cabelo?" ; “OK, dá”.


Mesmo os filhos mais modernos costumam ser caretésemos em relação as suas próprias mães. E eu não fujo a regra. Portanto, quando o destino colocar a senhora na mesma festa que eu, faça o tipo distinto e alegre, se possível, use uma peruca grisalha. Seja discreta e assexuada, tenha poucas opiniões, se enturme com os mais velhos e trate os mais jovens como se fosse assim uma tia simpaticona, nada mais. Ria das historias deles e não conte nenhuma sua. Mãe não tem passado. Só fale de receitas, crianças. Se ofereça pra levar um vestido na costureira pra consertar, tenha bons endereços pra fornecer. Dicas de cozinha. Conte como era o mundo do seu tempo e depois dessa festa, vá correndo tomar um whisk duplo no bar do Bonju pra não ter um enfarte.


Neste dia mais que especial, desejo-te todo o amor, paz e alegria do mundo. Sou tudo o que voce e papai ensinou!!! Obrigado!


“Tudo o que está morto como fato, continua vivo como ensino.”


Ao som de: "Dear Mama - Tupac"

Ton Gadioli

sexta-feira, 20 de março de 2009

Mudança.... Mudanças!!!!


Mudanças sociais só podem se tornar realidade se duas circunstâncias se encontrarem. Primeiro, o sistema de valores humanos, que consiste de nossas compreensões e crenças, deve ser atualizado e alterado através de educação e cuidadosa introspecção. Segundo, o ambiente ao redor desse sistema de valores deve mudar para apoiar a nova visão do mundo. A interação entre o sistema de valores de uma pessoa e seu ambiente é o que influencia no comportamento humano.

Por exemplo, na nossa cultura, “ética” é na verdade uma questão de grau, pois nosso sistema social promove e recompensa a competição e o interesse individual. Essa perspectiva não só “leva” ao comportamento aberrante... mas o cria diretamente. A corrupção é a norma na nossa sociedade e a maioria das pessoas não vê isso, porque enquanto a sociedade apoiar esse comportamento, ele será considerado certo e normal... ou uma questão de grau.

Partindo dessa compreensão, existe uma falácia que surgiu onde certos grupos são considerados “corruptos” e todos os outros são “bons”. Essa é a velha visão do mundo “nós e eles” que não tem base empírica alguma, uma vez que, novamente, é uma questão de grau.

Por exemplo, existe um grande movimento de pessoas constantemente falando sobre “A Nova Ordem Mundial” e essa noção de que há uma elite de pessoas que estiveram tentando dominar o mundo por um longo tempo e manipularam a sociedade de várias maneiras para promover seus objetivos.

Isso, claro, é verdade até certo ponto.

Mas, o erro de percepção é que esse “grupo” não é um grupo. É uma tendência.

Se você tirasse todas as pessoas do topo que estão engajadas no governo hegemônico global, seria apenas uma questão de tempo até que outro grupo tomasse o lugar e buscasse pela mesma ambição. Portanto, o problema não está num indivíduo ou nos grupos. Na verdade, essas são as condições com as quais essas pessoas foram acostumadas e doutrinadas. Claro que muitos criticam essa visão com a noção escapista de que é a “natureza humana” que causa essa competição e necessidade de dominação. Isso não é sustentado pelos fatos. Na realidade, somos praticamente folhas em branco quando nascemos e é o ambiente que nos cerca que forma quem somos e como nos comportamos.

Por isso, para que uma VERDADEIRA mudança ocorra, devemos passar menos tempo lutando contra os produtos dessa estrutura social doente e mais tentando mudar as raízes do problema. Por mais difícil e intimidador que isso possa parecer, esse é o único meio de mudar nosso mundo para melhor.

Podemos continuar a pisar nas formigas quem saem debaixo da geladeira, mas enquanto não removermos a comida estragada detrás dela, elas simplesmente continuarão a voltar.

"Seja a mudança que você quer ver no mundo"

Ao som de: "Change - Tupac"

Ton Gadioli

quinta-feira, 19 de março de 2009

Estados psicológicos da alma.

Nenhuma cultura conseguiu definir os estados psicológicos da alma, que o Budismo Tibetano.

Eles são genias quando explicam que o que chamam de 6 reinos da existência não são apenas universos paralelos que existem, mas estados psicológicos nos quais passamos todos os dias.

Algumas vezes, passamos por todos num único dia. E esses reinos também são lugares para onde podemos ir se morremos, vivendo as emoções correspondentes.

Eles descrevem esses reinos como o “Inferno”, onde impera a raiva, "Fantasmas Famintos" aonde impera a avareza, "Animais" onde impera o medo, “O reino dos Humanos”, movido pelos desejos, os “semi Deuses”, movidos pela inveja, e os “Deuses”, movidos pelo orgulho.


Vamos explicar melhor;


No inferno, caímos pela raiva, a violência impera. Cegos de raiva, vamos ao mais extremo limite. A imagem é uma luta sem fim.


No Reino dos fantasmas Famintos, renascemos sem poder desfrutar, no meio das maiores iguarias e vinhos do mundo, porque fomos avarentos na nossa vida. A imagem é a de uma insatisfação sem fim.


No reino dos animais, que é para onde vão aqueles que abusaram dos outros, e que foram caçadores nesta vida. Se caça e se é caçado, num medo sem fim.


O Reino humano é considerado o melhor para se renascer, pois não tem a desgraça dos anteriores e nem as distrações dos posteriores. A tristeza do reino humano é a consciência perene da morte e da impermanencia.


Depois, vem os reinos superiores, dos semi deuses e deuses;


Os semi deuses tem quase tudo que os deuses tem. Quase.... daí... a inveja...

A arvore dos desejos nasce no mundo dos semi deuses, mas da fruto na dos deuses.

Então eles estão sempre desejando a completude dos deuses, entrando em guerra com eles, e sempre perdendo.


Já o mundo dos Deuses, quer coisa mais perto dos Deuses do que as celebridades da nossa era?

Muitos se consideram eternos e movidos pelo inextinguível prazer, vivem uma vida de deleiteis, ate que caem, porque os deuses também caem, e morrem depois de milhares de anos, e quando um deus morre, ele morre sozinho e abandonado, porque os outros não querem nem tomar conhecimento, entretidos que estão em seu paraíso!!!


Agora veja esse mito como estados d´alma que acontece dentro de você...na sua vida!


Movido pela raiva, ou pela luxuria, pela avareza, ou pelo desejo, pela inveja, pelo orgulho . . . Quem é você?


“Os lobos perdem os dentes, mas nunca a sua natureza.”


Ao som de: "Taxi - Harry Gregson-Williams"

Ton Gadioli

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

É bom lembrar do que fez!

É bom lembrar do que fez, p’ra saber se valerá a pena fazer outra vez
Mantenha a paz, porque não dá p’ra voltar atrás
Quem bate esquece, mas quem apanha não esquece jamais
Quem faz covardia, saiba que a vingança é certa qualquer hora, qualquer dia
A volta é triste e tem mais, tudo que sobre um dia cai.
Se você esta no topo e passou o amigo pra trás, isso é pior do que ver a vida do mendigo ao relento no fundo do poço.
Eu faço meu papel astral enquanto você se disfarça com as sete caras do Doutor Lao, e isso é escroto..

A agonia da espera trás o medo, e você quer que isso acabe logo, o quanto antes cedo
Sair ileso de uma batalha, vencer uma doença
A persistência é a maior recompensa
Quem pensa em se dar bem traindo, vai acabar caindo e o traído só assistindo
Mesmo que não tenha essa pretensão, a mão do injustiçado às vezes é a mão da salvação.
E quem se fode volta atrás
Por isso pare p’ra pensar antes nas merdas que tu faz!

É normal ver por ai faladores, traidores e falsos te trazendo flores.
Vai confiar em quem se ninguém merece confiança
Geral perdeu a pureza e a inocência de criança
Na infância era outra coisa hoje percebe-se a distancia

A doença, que não parece nada, depois de infectada é difícil de ser curada
Poucos tem o antídoto, p’ra desfazer o vinculo com alguém que se expõe ao ridículo
Não faz parte do circulo de confiáveis
Porque esse é do tipo que não honra os seus testículos
Vários capítulos e episódios serviram para cultivar a pena ao invés do ódio
E nem bicarbonato de sódio clareia um monte de coisa feia que tu fez que me chateia
Mas tudo bem, não sou de guardar rancor
Mesmo com o inferno astral ainda encontro a paz interior
A dor do passado nem sempre vai permanecer
Precisando a minha mão vai ta estendida pra você.

"No mar todos os homens s
ão irmãos - porém, os que possuem um salva-vidas não vão querer compartilha-lo."

Ao som de: “Bom Senso - Tim Maia”

T
on Gadioli

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Jogo Cênico

“Quando querem transformar dignidade em doença
Quando querem transformar inteligência em traição
Quando querem transformar estupidez em recompensa
Quando querem transformar esperança em maldição”


Há quinhentos anos, Maquiavel disse o seguinte: “Diz-se dos homens em geral que são ingratos, volúveis, hipócritas, ansiosos para evitar o perigo e ávidos por lucros; se você os beneficiar, serão inteiramente seus... amizade adquirida por dinheiro.... é comprada, mas não assegurada e, em caso de necessidade, não se poderá contar com ela.”

Nenhuma maneira melhor de começar um texto sobre a traição.

Se tem uma coisa que os livros de historias nos ensinaram, foi que em todo o período da raça humana, sempre existe um traidor!

Na sua grande, eu diria toda, parte disfarçados de amigos, aliados.

Um grande exemplo mor seria Judas Iscariote. Ele não traiu “simplesmente” uma pátria, um partido ou uma ideologia. O mais famoso traidor da história é até hoje lembrado como o sujeito que deu uma rasteira no filho único do Todo-Poderoso.

E pior: segundo a Bíblia, Judas entregou Jesus Cristo aos soldados romanos em troca de míseras trinta moedas de prata. Arrependido, o apóstolo tentou devolver o dinheiro e voltar atrás, mas já era tarde. Cristo foi crucificado e Judas, culpado, suicidou-se.

Era um dos doze que se sentava à mesa com Jesus Cristo!!!

Amigos jamais são tão importantes quanto a família.

Jamais confunda lealdade de uma amizade com laços de sangue. Amigos poderão ser comprados com diversas moedas, e essas moedas podem vir em forma de prestigio, em forma de dinheiro propriamente dito, em forma de fama, gloria, em forma de calcinha ou de cueca, em forma de terno, em forma de poder.


Família é pra sempre, grande ou pequena, na abundancia ou na fome, fino allá fescia, ate o amargo fim, a não ser pelas exceções. Mas isso é um problema genético, toda família tem sua porção de idiotas, cretinos, bêbados, traidores. É inevitável. Mas estes se revelam logo cedo. Brutus, filho adotivo do imperador romano Julio César, certamente não foi o primeiro traidor da história, mas foi o primeiro a se tornar famoso. Depois de lutar pelo Império Romano, comandado pelo seu pai adotivo, ele se uniu a outro traíra, o general Cássio Longinus, para tomar o poder. Não bastasse a traição, o cara aceitou colocar em prática o plano de assassinar o ‘papito’. Ao ser golpeado, César mandou a famosa frase: “Até tu... Brutus?”. Depois da traição, Brutus chegou a montar um exército para dominar o Império Romano, mas foi derrotado por Marco Antônio. Aí a consciência pesou e ele se suicidou.

Abandonar os companheiros de luta é considerado traição, independentemente do lado em que está lutando. Heinrich Himmler, o chefe da polícia nazista, quando percebeu que as chances de vencer a guerra eram praticamente nulas, não titubeou em abandonar Hitler e negociar sua rendição com os EUA e a Grã-Bretanha. Himmler tentou entregar a Alemanha para os Aliados em troca de sua liberdade. Mas não deu certo: ele foi considerado criminoso de guerra, foi preso e se suicidou.

O problema com os amigos é a honestidade deles. Com o tempo eles iram traí-lo, se você permitir, e dirão na sua cara: “Não é nada pessoal, somente negócios”.

Eles irão sempre asseverar sua máxima lealdade ao dinheiro e ao poder, dentro da mesma linha: “Não é nada pessoal, somente negócios”.


Você saberá quem são seus verdadeiros amigos, mas não antes de serem testados. Ate la, você jamais terá certeza. Enquanto as coisas tiverem correndo bem pra você, talvez tal teste nunca apareça. Se você for forte, é lógico que você sentira uma dor, a perda de um amigo, aquele pelo qual você mataria e morreria. Mas a longo prazo, não ira se abater com a traição, pois, a traição é uma arma que normalmente só se utilizam dela os covardes, fracos, invejosos, inseguros e destituídos de identidade!! (Vide a historia de cada traidor, o final geralmente é o suicídio, um ato de covardia.)


Alguns aconselham: “Não faca negócios com amigos nem com os filhos deles”. Alguns dizem: “Não empreste nem peça dinheiro emprestado de amigos”. No entanto, insistimos no oposto, mas com as devidas precauções. Porque uma pequena amizade iria atrapalhar nossos negócios?

A grande falha do traidor é que talvez ele se esqueça que você o conhece melhor do que ele mesmo, e se você precisar agir de modo rude com ele, você conhece seus movimentos, seus hábitos e os lugares que ele freqüenta, o que facilita qualquer ação que quiser tomar contra ele. . .

Nada pessoal, somente negócios.


“O mundo pertence a quem for paciente!”


Ao som de: “Caminhos do Destino – Black Alien”

Ton Gadioli